Leituras desta sessão
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Liberdade s. f. condição do ser que pode agir livremente, isto é, consoante as leis da sua natureza, da sua fantasia, da sua vontade; poder ou direito de agir sem coerção ou impedimento; poder de se determinar a si mesmo, em plena consciência e após reflexão, e independentemente das forças interiores de ordem racional; livre arbítrio (...)
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in Dicionário Porto Editora, 1996 a minha versão. Lida a versão de 2005]
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"Balada do Rei das Sereias" de Manuel Bandeira
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"Liberdade" de Fernando Pessoa
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"Cântico Negro" de José Regio
- "Carta do
Chefe Indio Seattle ao Presidente Franklin Pierce" (a que me permito juntar uma salutar
discussão sobre a autenticidade da mesma)
- "Manifesto" de
António Maria Lisboa
- "Soneto à Liberdade" de Oscar Wilde
- "Sou vagabundo do Mar" de
Manuel da Fonseca
- "Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya"
in Metamorfoses, de Jorge de Sena (aqui numa versão
dita por Mário Viegas)
- "Espírito", em tradução livre a partir de
Spirit, dos Waterboys (aqui um video com a
música original) ... em abono da verdade foi uma tradução bastante bem conseguida!
A minha Leitura
Para o tema desta sessão chegou-me a inspiração... de avião! Depois de vários dias à procura do que poderia ser uma boa escolha para este tema, um avião chamado "Natália Correia" foi a chave para a minha escolha. Antes de escolher o "Poema destinado a haver Domingo", que deixo mais abaixo, ainda passei pelo "Soneto de Abril" e pela "Queixa das almas jovens censuradas".
Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.
[Natália Correia
in Poesia Completa, 1999]