Inscrições fechadas para a nova temporada 2019/2020
O Clube de Leitura em Voz Alta é agora Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.
Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.
16 dezembro 2010 - Os Lusíadas
Aqui está uma planta da localização do teatro Meridional.Clicar na imagem para ampliar.
Aqui a ligação para o percurso sugerido pelo google
Aqui pode ver-se o próprio Teatro Meridional
É o edifício de tijolo, situado do lado esquerdo da imagem.
O espectáculo começa às 21h45 e dura 1h30.
Encontramo-nos à porta às 21h30.
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e acabamos sempre em festa
desta vez celebrámos o recente aniversário do António e a integração da Alexandra Ferreira na equipa da Biblioteca de Alcochete.
Também bebemos um Madeira às melhoras da Alexandra Justino.
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14 dezembro - Livro do dia

a Cecília proporcionou-nos um momento especial.
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14 de Dezembro - Coragem

Tic... Tac... Tic... Tac... Desta vez a inexorável ampulheta marcava os 3 minutos... será que conseguimos cumprir?
[ Já notaram que já não tem sido preciso dizer "coragem..."? ]
A Cristina entrelaçou Camões e Pessoa... a dobrar o cabo das tormentas:
Não acabava, quando uma figuraO Fernando trouxe-nos D. Quixote, o cavaleiro andante (... olha... andante!) e seu escudeiro Sancho Pança. Leu um excerto do capítulo VIII (a famosa luta contra os moinhos de vento). O eBook está aqui para quem o quiser, embora a versão seja um nadinha diferente.
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura;
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má e a cor terrena e pálida;
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.
Tão grande era de membros, que bem posso
Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso,
Que um dos sete milagres foi do mundo.
Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo,
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou trez vezes,
Voou trez vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou trez vezes,
Trez vezes rodou immundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-rei D. João Segundo!»
Trez vezes do leme as mãos ergueu,
Trez vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer trez vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quere o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
D' El-rei D. João Segundo!»
A Lena R. pegou nas "Histórias de Mulheres" da Rosa Montero e leu dois bocadinhos. Para quem quiser explorar um pouco mais o livro, o capítulo da Agatha Christie pode consultar-se online. São 15 histórias mulheres que ousaram... mas ficam avisados que os finais não são sempre felizes!
A Paula emocionou-nos com a "Paula" de Isabel Allende. Aqui um comentário sobre o livro.
O Daniel trouxe uma página do "Diário de Anne Frank" (sabes, Daniel, ela era só um bocadinho mais crescida que tu!)
A Isabel foi buscar António Aleixo
Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura!O João leu-nos o final de "O Fim da Pobreza" de Jeffrey Sachs. Aqui uma sinopse e links para explorar um pouco mais.
Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!
Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.
Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...
Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo.
A Virgínia leu dois excertos de Brecht
Há homens que lutam um dia, e são bons;e... das 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas' (Tradução de Paulo Quintela)
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Aprende o mais simples! Pra aquelesO Paulo que trouxe "Circunavegação" de Miguel Torga
Cujo tempo chegou
Nunca é tarde de mais!
Aprende o abc, não chega, mas
Aprende-o! E não te enfades!
Começa! Tens de saber tudo!
Tens de tomar a chefia!
Aprende, homem do asilo!
Aprende, homem na prisão!
Aprende, mulher na cozinha!
Aprende, sexagenária!
Tens de tomar a chefia!
Frequenta a escola, homem sem casa!
Arranja saber, homem com frio!
Faminto, pega no livro: é uma arma.
Tens de tomar a chefia.
Não te acanhes de perguntar, companheiro!
Não deixes que te metam patranhas na cabeça:
Vê c'os teus próprios olhos!
O que tu mesmo não sabes
Não o sabes.
Verifica a conta:
És tu que a pagas.
Põe o dedo em cada parcela,
Pergunta: Como aparece isto aqui?
Tens de tomar a chefia.
O Augusto apresentou o discurso do "Dia do Trabalhador" proferido por Eva Perón
O António leu excertos do "Ultimatum" de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa (aqui dito por Maria Bethania)
A Helena Leu dois poemas do "Cântico do Homem" de Miguel Torga: "Luta" e
"Engrenagem"A Mariana leu "Inconfesso Desejo" de Carlos Drummond de Andrade
O dia nasce limpo e luminoso,
Mas não te iludas, homem!
A natureza já não é contigo.
Daqui a nada toca no quartel,
Apita a fábrica de meias,
Abre a mercearia,
E só então tu poderás saber
Se poderás viver,
E se chove,
E se neva,
E se o adeus da tua Eva
Te comove.
Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo
A Cecília citou Mark Twain
Coragem não é a ausência do medo... é enfrentar o medo!
A Ana Rita leu um trecho de "O Homem" de Sophia de Mello Breyner (um dos "Contos Exemplares")
A Alexandra terminou com o princípio de "João Sem Medo"
quem tem coragem?
Vamos ao teatro?
Vamos ver os Lusíadas?
Até dia 18 de Dezembro, está em cena na sala do Teatro Meridional, o espectáculo "Os Lusíadas" por António Fonseca.
Podemos ir 4ª, 5ª ou 6ª (15, 16 ou 17 Dez.) assistir a um espectáculo de 1.30H.
No sábado, dia 17, a partir das 17h00 são apresentados na íntegra os primeiros 5 cantos dessa obra maior da nossa poesia. (são cerca de 5 horas entre a tarde e a noite)
O preço do bilhete são 10€ (se formos um grupo com mais de 10 pessoas, o bilhete fica a 8€)
Pensem nisso. Em que dia preferiam ir (ou não), visitem os links que aqui ficam e na terça-feira, dia 14 (dia do nosso próximo encontro), discutiremos o assunto.
A nosso proposta recai sobre a sexta-feira, dia 17, mas podemos alterar.
Se ninguém mais quiser ir, iremos nós. É raro termos uma oportunidade destas; ver e ouvir dizer (de cor - com o coração) esse poema extraordinário. É em si, um acto de coragem, o que já vem ao encontro do nosso próximo tema.
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Livro do dia - O principezinho
de Antoine de Saint-Exupéry foi a escolha da Alexandra Justino
e pediu ajuda à Cristina para uma leitura partilhada
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Jograis
Vamos começar com jograis e em todas as sessões trabalharemos um pouco.
"Isto vai dar muito trabalho, não só aqui, mas em casa também", disse ainda e pôs-se a fazer de maestra com este texto:
Um Carnaval - Alexandre O´ Neill
Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris
Deixa a tristeza roer
As unhas de desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber
Vem ao baile das palavras
que se beijam desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como a chuva nas vidraças
Vem ao baile oh tens de vir
E perder-te nos espelhos
Há outros muito mais velhos
Que ainda sabem sorrir
Vem ao baile da loucura
Vem desfazer-te do corpo
E quando caíres de borco
A tua alma é mais pura
Vem ao baile vem ao baile
Pelo chão ou pelo ar
Vem ao baile baile baile
E vais ver o que é bailar.
30 de novembro - Humor
a Mariana leu excertos de
a Helena Policarpo leu:
O esqueleto alado
de
Francisco Eugénio dos Santos Tavares
e
A uma horizontal
de
Gomes leal
o António leu
Manifesto Anti-Dantas de
Almada Negreiros
aqui fica a versão de Mário Viegas
Parte I
Parte II
a propósito do recente 80º aniversário de
Herberto Helder, o Carlos Morgado
sugeriu-nos a leitura de "Os passos em volta"
E porque precisamente hoje passaram 75 anos da morte de Fernando Pessoa,
o Carlos leu-nos "Ai, Margarida" e "O binómio de Newton" de Álvaro de Campos
a Virgínia leu-nos um excerto da
de Vitor J. Rodrigues
a Isabel e o João
recriaram a famosa cena
o Augusto leu-nos um excerto de
de Nuno Markl
A Teresa e a Lena leram uma versão especial da história da Gata Borralheira, do livro
de Roald Dahl
A Lena leu um excerto de
o Fernando leu
do livro "O espelho atormentado"
a Cristina resolveu matar dois coelhos de uma cajadada (pobres animais), e, uma vez que não pôde estar presente na sessão dedicada ao Fado, presenteou-nos com o "Fado da Má memória", uma adaptação livre de Rui Paulo do poema
a Alexandra voltou a ler-nos um
excerto de "A cidade e as serras"
a Alexandra Ferreira trouxe para esta sessão uma crónica do
por fim a Cecília leu-nos:
Risoterapia
da Dra. Risadinha
É já este sábado
O Clube de Leitura em Voz Alta de Alcochete estará este sábado, 27 de novembro, a partir das 14h30 no Pinhal das Areias (junto ao Polo Ambiental das Hortas - Alcochete).
Temos 120 sobreiros para plantar... e histórias para contar! Quem quiser pode trazer uma história curta ou poema alusivo ao tema para ler.
Venham plantar uma árvore connosco.
Está a decorrer a “Semana da Reflorestação Nacional”. Durante esta semana, milhares de pessoas vão ao encontro da floresta, parque ou jardim, plantar 1...01851 árvores autóctones, respeitando a biodiversidade e promovendo o equilíbrio dos ecossistemas.
Se Alcochete não vos der jeito podem aderir ao movimento no
site: http://www.plantarportugal
Há grupos formados em todos os distritos do país.
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