Inscrições fechadas para a nova temporada 2019/2020

O Clube de Leitura em Voz Alta é agora Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.

Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.


Visita a Sto. Isidro

mais uma iniciativa inserida na nova rubrica "sai de casa", desta vez organizada pela Isabel.

Começámos por uma visita à Cooperativa Agrícola de Sto. Isidro de Pegões.
De seguida a chuva parou para nos deixar caminhar um pouco pela freguesia e apreciar a sua arquitectura dos anos 50.
O almoço teve lugar na Sociedade Recreativa (onde pela primeira vez se falou de Urueña) e para finalizar fomos presenteados por leituras feitas por membros da Academia Sénior de Pegões.

































próxima sessão - 5 fevereiro 2013

sessão de ensaios para o RCL - Rádio Clube de Leitura

RCL - Rádio Clube de Leitura - 18.5 Alcochete

é oficial, o CLeVA vai estrear-se nas ondas hertzianas e a primeira emissão já tem data marcada. Será no próximo dia 18 de Maio de 2013, pelas 17h00 no Fórum Cultural de Alcochete.

Uma emissão de rádio ao vivo e a cores.


...e hoje começaram os ensaios









ainda houve tempo para falar do livro A Casa de papel de Carlos María Dominguez



e para um docinho

próxima sessão - 22 janeiro 2013

sessão de ensaios para o espectáculo final do CLeVA 3.0

Música


a Marília falou-nos do projecto wordsong e leu-nos um excerto do conto "Desenho" do livro "Água, cão, cavalo, cabeça" de Gonçalo M. Tavares

Alexandra, Cíntia, Fernando e Adília falaram-nos um pouco da história de Alcochete e da Banda da Sociedade Imparcial  15 de Janeiro de 1898


Hino da restauração do concelho de Alcochete

Povo, acorda p'rá glória
da nossa mãe e terra amada.
Leu e escreveu a vitória,
Alcochete restaurada.

És livre, és livre, portanto,
não há já que duvidar.
Haja riso cesse o pranto
e vamos todos a cantar.

Refrão

Povo irmão valente,
nobre povo e gente,
se queres morrer
herói e vencedor
abraça a união
e dá-lhe o coração,
que terás a glória e o amor.

Se mais tarde a tirania
nos quiser martirizar,
basta apenas este dia
para nos desafrontar.

E se lermos o passado
na história livro fiel,
veremos com D. Manuel
o nosso nome gravado.

Refrão

Povo irmão valente,
nobre povo e gente,
se queres morrer
herói e vencedor
abraça a união
e dá-lhe o coração,
que terás a glória e o amor.

Luís Cebola
Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete


(…) No imaginário colectivo dos alcochetanos ao longo de sucessivas gerações, até mesmo nos nossos dias, paira uma imagem nítida, quase real, das festas da Restauração, da agitação e do burburinho que se viveu na época, nas imagens recriadas mentalmente em que se vêm as iluminações dos archotes, as barricas a arder e até se consegue ouvir a música a tocar o Hino da Restauração. (…)

Cíntia Mendes


(…) A população do Concelho secundou a da Vila com o mesmo entusiasmo. Chorava-se de satisfação. Chorava-se de alegria.
Nas ruas pejadas de gente, abraçavam-se uns aos outros. A filarmónica, reunida à pressa, percorreu as ruas da Vila, no meio de muito povo, de muitos vivas, de muito fogo, tocando o “Hino da Restauração”esse hino que um alcochetano compôs, (João Baptista Nunes Júnior) e que todos nós alcochetanos sabemos cantar e sentir.
Ia, enfim, soar a hora da libertação!
- Duas semanas depois, no dia 30 de Janeiro, entrava solenemente nos seus Paços Municipais, o Arquivo do Concelho de Alcochete, não trazido por um simples oficial de diligências, mas sim pelas mãos fidalgas de D. António Pereira Coutinho, o primeiro presidente do Município restaurado.- Muito propositadamente o fora buscar em pessoa a Aldegalega, o ilustre Marquês de Soydos, com D. João Pereira Coutinho, António Luís Nunes e José Francisco Evangelista.
A população inteira, acompanhada pela filarmónica, esperou, fremente de alegria e comoção, à entrada do Concelho (...) – À noite não houve edifício público, não houve casa particular, rica ou pobre, grande ou pequena, que não iluminasse a sua fachada em sinal de regozijo. – E desta forma começaram as festas da “Restauração”. (...)
(…) Grande banquete na sala nobre do Palácio Pereira Coutinho, durante o qual a filarmónica executou vários trechos musicais, e finalmente, como fecho da festa, uma imponentíssima marcha luminosa, apoteose formidável, extranha faixa de luz, melhor, de fogo, alastradora, interminável, por toda a beira-rio, onde dezenas de barricas, alcatroadas, ardiam fantàsticamente. E, para tudo haver nessa marcha rubra de calor e frenesi, nem faltaram mãos delicadas de mulheres, sustentando, gentis e orgulhosas, clássicos e portuguesissimos archotes.
Assim terminaram, exuberantes de alegria e de nobreza, as grandes Festas da Restauração, consoladora recompensa de dois anos de martírio, estupenda manifestação de uma liberdade reconquistada.

José Grilo Evangelista
Restauração do Concelho de Alcochete - Exortação aos Novos,
In: Jornal A voz de Alcochete, Nº 7, Ano I, Janeiro de 1949


E agora algo completamente diferente


A história da moral

Você tem-me cavalgado,
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.

Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.

Alexandre O´Neill
Poesias Completas


Fernanda, Helena e Graciete leram-nos de Sérgio Godinho






Manuel  de Charles Baudelaire


A Música

A música p'ra mim tem seduções de oceano!
Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrivel me exaspera!

de "As Flores do Mal"
Tradução de Delfim Guimarães




a Conceição leu de Camilo Pessanha


Violoncelo

Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trêmulos astros,
Soidões lacustres...
_ Lemes e mastros...
E os alabastros

Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
_ Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.

de "Clepsidra"




a Eugénia leu um excerto de "O meu livro de música" de Chris de Sousa



a Antónia leu uma definição da palavra música



o Miguel leu-nos um soneto de Cecília Meireles do livro " Circulatura do quadrado"

Chuva


A chuva chove mansamente ... como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene ...
A chuva chove mansamente ... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine ...

E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono ...
Véspera triste como a noite, que envenene
A alma, evocando coisas líricas de outono ...

... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha ...
Paço de imensos corredores espectrais,

Onde murmurem velhos órgãos árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais ...




a Cristina leu um excerto de "O chão que ela pisa" de Salman Rushdie


a Isabel leu de Vasco Graça Moura,

O suporte da música


o suporte da músicao suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas

vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência

dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e eles sabem-no, perpassando

por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia.

de "Antologia dos Sessenta Anos"



a Helena leu um excerto de "O contrabaixo" de Patrick Suskind


o António leu

Chupa no dedo de Micaela

Quando eu te queria, tu rias de mim
Nem reparavas que eu tava crescendo

Agora queres mas eu digo assim
Chupa Chupa Chupa
Chupa no dedo

Quando eu queria ser mulher pra ti
Tu me disseste que era muito cedo

Agora queres mas eu digo assim
Chupa Chupa Chupa
Chupa no dedo

Quando eu queria que dissesses sim
Deste-me um não que até meteu medo

Agora queres mas eu digo assim
Chupa Chupa Chupa
Chupa no dedo

Quando eu te queria num amor sem fim
Tu me trataste, ai como um brinquedo

Agora queres mas eu digo assim
Chupa Chupa Chupa
Chupa no dedo

E hoje sou o teu nó na garganta,
A tua insónia, o teu desassossego

Agora queres mas sou eu quem manda
Chupa Chupa Chupa
Chupa no dedo

E hoje sou o teu nó na garganta,
A tua insónia, o teu desassossego


A Cristina trouxe o Anibaleitor de Rui Zink que logo de seguida passou para as mãos da Cíntia


e porque é Janeiro e o tema é a música, todos cantámos as Janeiras




e não poderíamos ter terminado de outra forma

Camões - sessão especial



Esta sessão especial do CLeVA realizou-se no Museu da Rádio e Televisão





















Muito obrigado à Rosário Vivaldo que tão bem nos guiou nesta visita.


O desafio era o seguinte:
os textos terão obrigatoriamente de ser preparados em grupo
não poderão ser propositadamente escritos para o tema
deverão ser apresentados como fossem um anúncio de rádio
não poderão exceder 1 minuto

aqui estão os resultados:

Graciete, Helena, Fernanda e Cristina



António, Cíntia, Anabela, Adília e Fernando



Eugénia e Antónia



Conceição e Manuel



Ana Paula, Ana Maria e Cristina



Helena e Miguel




próxima sessão - 15 dezembro - sessão especial

será o tema

atenção: 

a sessão realizar-se-á no Museu da Rádio, às 15h00

os textos terão obrigatoriamente de ser preparados em grupo
não poderão ser propositadamente escritos para o tema
deverão ser apresentados como fossem um anúncio de rádio
não poderão exceder 1 minuto

Magia



A Cristina começou por aconselhar a leitura do livro "A intuição leitora, a intenção narrativa" de Rodolfo Castro


Leituras do tema:

Cristina e Fernando
O jovem mágico de Mário Cesariny

O jovem mágico das mãos de ouro
que a remar não se cansa muito
e olha muito depressa (como se fosse de moto)
veio hoje ficar a minha casa

Vivia longe longe já se sabia
tão longe que era absurdo querer determinar
metade campo metade luz
aí era a sua casa o sítio onde era longe

mesmo de olhos fechados (como ele estava)
e de braços cruzados (como parecia dormir)
o jovem mágico das mãos de ouro
que era todo de empréstimo à minha noite

que falou por acaso que nem se chamava assim
(segundo também contou) tinha vivido há muito
ele, que estava ali, era um falsário
um fugido de outro basta ver os meus olhos

nada sabemos de nós a não ser que chegámos
sem uma luz a esconder-nos o rosto
belos e apavorados de estranhos casacos vestidos
altos de meter medo às aves de longo curso

nem há noites assim não há encontros
ao longo das enseadas
não há corpos amantes não há luzeiros de astros
sob tanto silêncio tão duradoura treva

e não me fales nunca eu sou surdo eu não te oiço
eu vou nascer feliz numa cidade futura
eu sei atravessar as fronteiras das coisas
olha para as minhas mãos que te pareço agora?

No entanto surgiu como simples criança
conseguia sorrir sentar-se verter águas
com as mãos na cintura livre natural
ele que era um fantasma um fugido de outro

um que nem mesmo se chamava assim
o jovem mágico das mãos de ouro
desaparecido nu de todos os sítios da terra


Cristina, Graciete, Helena e Fernanda

Introdução (Fernanda)
Falar de magia lança-nos de imediato para os truques dos mágicos, o fazer aparecer e desaparecer coisas ou pessoas, para a envolvência própria dos castelos e das fadas, para o fantástico que nos faz imaginar e, despertar, para outras vivências, outros mundos…
Goethe disse um dia: “Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia”
E é esta magia que nos faz vibrar, apreciar a vida, querer mais e mais para chegar mais longe!
Nós quisemos trazer-vos a magia de coisas variadas, perspetivada de um outro modo, a magia do dia, a magia da noite, a magia existente nos fenómenos da natureza, a magia que teima em vingar dentro de nós. A Magia existe em toda a parte, basta estarmos atentos!
E revendo poetas cientistas como António Gedeão e João Barbosa, procurámos alguns desses belos poemas onde se “vê” a interseção entre a poesia, a ciência e toda a sua magia.
Para começar, vamos ouvir o poema “Noite” de João Barbosa, dito pela Cristina:

NOITE

Quando o dia se faz noite
a luz desaparece?
Apenas adormece.

Põe-se o Sol no seu poente
mas tudo isso é aparente
pois, ao Sol, noutros países
brincam crianças felizes…

E quando o dia se faz noite
não é dia nem é noite
ou meia noite, meio dia,

são momentos de Poesia…

Isto eleva-nos a uma outra dimensão: a do mistério e/ou a da magia.
Selecionámos um poema ilustrativo dessas dimensões – pensamos nós – e que nos transporta à magia da evasão pessoal. O Poema é “Aurora Boreal” incluído no livro "Teatro do Mundo" de António Gedeão. Vamos ouvi-lo:

AURORA BOREAL

Tenho quarenta janelas
Nas paredes do meu quarto. ----------------- Helena
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas ----------------------- Graciete
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
Por aquela a luz dos homens,
Pela outra a escuridão. ------------------- Cristina
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais, ----------------- Helena
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala ---------------Fernanda
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia, ----------------------- Graciete
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes. ----------------- Helena

Oh janelas do meu quarto,
Quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
Falta-me a luz e o ar.

Continuando esta nossa visão daquilo que poderá ser a magia, vamos ouvir, uma vez mais a Cristina, mas desta vez com o poema “DIA” de João Barbosa:

DIA

Quando a noite se faz dia,
dizem que não é por magia.

Nasce o Sol no seu nascente
Mas tudo isso é aparente
- a Terra é que não dorme
no seu movimento uniforme.

Mas, digam o que disserem
Os livros d’astronomia,
Quando a noite se faz dia
E não é noite nem é dia

são momentos de Magia…






Miguel
brindou-nos com uma sessão de Mentalismo e com a ajuda de uma 'partnaire' fez-nos um Quadrado mágico


Ana Maria
Autêntica magia de Nuno Cardoso Dias



Ana Paula
excerto de "A luz é como a água" de Gabriel García Marquéz


Isabel
excerto de "Era uma vez natal outra vez" de Deolinda Pereira da Silva
de Era uma vez uma palavra mágica


Eugénia
excerto de "As fadas" de Antero de Quental


Alexandra, António, Adília e Anabela
iniciaram-nos na Magia celta com um excerto de "Magia Celta" de D.J. Conway




Antónia

Hoje não estou preparada,
não trouxe nada para vos ler,
por favor, fechem os olhos.
Não me viram desaparecer?


Helena
excerto de "O Rei do Monte Brasil"
de Ana Cristina Silva


e foi também a Helena que nos trouxe 'o livro do dia', neste caso 'os livros do dia'


de Manuel Bandeira, "Vou-me embora pra Pasárgada"
ilustrado com o poema do mesmo nome:


Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



e de António Gedeão, "Poesias completas"
com excertos de:

Sou assim

Transcendente.
Sobre-humano.
Oh feliz de quem entende,
de quem busca e surpreende
os pontos, a recta e o plano!

Um pobre homenzinho ignaro,
com os pés colados ao mundo,
olha o alto e olha o fundo,
consegue ver tudo claro.

Deus te abençoe, meu amigo.
Deus te dê o que desejas.
Que palpes, que oiças, que vejas
o sonho que anda contigo.

Todo claro é escuro em mim.
Não tenho asas nem rabo.
Não sou Anjo nem Diabo.
Sou assim.

de Calçada de carricheLágrima de Preta e de Poema para Galileu



como não podia deixar de ser acabámos a comer e a beber

felizmente ninguém se magoou