Inscrições fechadas para a nova temporada 2019/2020

O Clube de Leitura em Voz Alta é agora Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.

Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.


Quarto



começámos por falar da Vila Literária de Óbidos e da Granta

a Marília trouxe-nos um autor, até agora para si desconhecido
Leu-nos dois excertos de "O Profeta" de Khalil Gibran,
eis um deles:

Crianças

Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse, "Fala-nos das Crianças."
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós mas não de vós.
E embora estejam convosco não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm
os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar,
nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão
lançados.
O arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e Ele com o Seu poder faz com
que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.
Que a vossa inflexão na mão do arqueiro seja para a alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Também ama o arco que se mantém estável.


e entrámos nas leituras sobre o tema da sessão:

Marília leu um excerto de "Um quarto que seja seu" de Virginia Woolf

António, Cíntia e Alexandra leram um excerto do primeiro capítulo, "A Bertolini" do livro "Um quarto com vista" de E. M. Forster

Antónia leu um excerto de "Eugénie Grandet" de Honoré de Balzac

Fernanda e Graciete leram "Sacrifício da Aurora" de Vinícius de Moraes

Manuel leu de "O quarto de Jacob" de Virginia Woolf

Alexandra leu "Quarto", um original de Pedro Branco

No teu quarto,
Às quatro e um quarto
Um quarto de hora e um quarto de ti, no teu quarto!
Quarto piso, quarto escuro e quarto crescente...
Lagarto, lagarto, lagarto!
Não, nunca me farto deste teu quarto
E quando parto, triste parto;
Mas esparto o nosso quarto
Nos compartimentos da minha mente.
 (…..)
Repetidamente e sempre no teu quarto,
Quarto escuro, às quatro e um quarto
Um quarto de vida vezes quatro, no teu quarto.
Quarto piso, piso quarto, no alto de uma ameia.
Lagarto, lagarto, lagarto!
Obcecadamente, não me farto deste quarto
E agora já não parto, não mais parto do teu quarto,
Nosso quarto, quarto com sabor a casa cheia!

Ana Maria leu "Assassinato de Simoneta Vespucci" de Sophia de Mello Breyner Andresen

Rosa leu um excerto de "O livro mágico" de Marta Ligioiz

Fernando leu "Dormir" do livro "O espelho atormentado" de Russell Edson

Eugénia leu um excerto de "A filha do Papa" de Luís Miguel Rocha

finalmente posámos com a Granta

e acabámos nos bolos (de baixo teor calórico)

tele-cleva | quarto

Viagem ao redor do meu quarto de Xavier de Maistre (FR)








*o tele-cleva nem sempre consegue ser pontual, mas vai-se tentando!

próxima sessão | 18 junho 2013

será o tema


irá ler-nos algo de um autor desconhecido para si

Recomeço

e pronto! regressámos às sessões regulares


parecemos poucos porque nem todos puderam estar presentes na sessão de hoje

Leituras:

Anabela, Adília, Alexandra, António, Cíntia e Ana Maria leram "Começar de novo" de Ivan Lins

António Soares leu "Em pleno azul" de Alexandre O´Neill

João Morais leu "Princípios" de Nuno Júdice

Ana Maria e António leram "Recomeçar" de Paulo Roberto Gaefke
(aqui um pouco da história deste poema, muitas vezes atribuído a Carlos Drummond de Andrade)

Marília leu "Sísifo" de Miguel Torga

Cristina, Graciete, Fernanda e Helena misturaram um excerto de "Sobre a aprendizagem e o conhecimento" de Jiddu Krishnamurti com um excerto de Sísifo de Miguel Torga

Rosa leu uma citação atribuída a Albert Einstein (será mesmo dele???)

Vitória leu "Restolho" de Mafalda Veiga

Alexandra leu "E agora" de João Giz e de um grupo de zangados com a leitura, resultante da Leitura Furiosa de 2013

Fernando e Cristina leram "La noche en que las letras se liberaron" de Pep Duran

do Luxemburgo a Lena presenteou-nos com "Cá fora" de Sophia de Mello Breyner Andresen

e como já vem sendo hábito

acabámos todos à tareia


também recomeçamos

este sábado (25 | Maio) vamos ver os monstros

6º espectáculo dos Monstros Filipe Crawford e Rui Paulo, livremente adaptado de textos de Roland Dubillard Descrição MONSTROS S.A. (sem abrigo)
Monstros S.A. é o sexto espectáculo levado a cena pela FC Produções Teatrais baseado em textos retirados de “Les Diablogues” e “Les Nouveaux Diablogues” de Roland Dubillard, traduzidos e adaptados por Filipe Crawford. Tendo estreado, em 1996 no Café Concerto do Teatro da Comuna, uma primeira produção baseada nos diálogos filosóficos e absurdos escritos por Dubillard, “Os Monstros Sagrados”, a dupla de actores, Filipe Crawford e Rui Paulo, tornou-se rapidamente numa referência de sucesso do “humor inteligente”. Seguiu-se em 1997 uma nova adaptação destes textos denominada “Monstros em Cuecas” que estreou no Teatro Maria Matos com a presença do autor, nunca antes representado em Portugal. Em 1999 estreia “Monstros III – O Regresso” e em 2002 “Monstros ConSagrados”, perpetuando o êxito de uma dupla cómica que percorreu Portugal de Norte a Sul. A última aparição dos Monstros, estreada em 2006, teve como título “Monstros às Escuras” e contava com a participação de um terceiro actor, Guilherme Noronha, no papel de Jorge. Agora os Monstros preparam uma nova aventura - “Monstros S.A. – (sem abrigo)”. Trata-se de uma readaptação de alguns clássicos já representados, como o “sketch” de Os Monstros Sagrados, que deu nome ao primeiro espectáculo, ou O Carro Novo , aos quais se acrescentam novos diálogos do autor, inéditos em Portugal. Desta vez os Monstros estão Sem Abrigo, vítimas da crise, e vivem debaixo da Ponte 25 de Abril. Os seus habituais Smokings encontram-se usados e remendados, deixaram crescer a barba e o cabelo e passeiam pela cidade o seu carrinho de supermercado cheio de objectos que vão encontrando no lixo. Mas, apesar da crise, os Monstros não deixam de manter os seus diálogos filosóficos, absurdos e cómicos, sobre o Teatro, a Música e a Vida, recordando velhos tempos e mantendo a mesma máxima: “nós não tentamos ter graça, limitamo-nos a ser inteligentes e a encarnar a estupidez da nossa época”.

Ficha Artística:
Autoria – Roland Dubillard
Tradução e encenação – Filipe Crawford
Adaptação, interpretação, cenografia, figurinos e banda sonora – Filipe Crawford e Rui Paulo
Adereços – Mila Bastos
Montagem Banda Sonora – João Mendes
Fotografia – Inês Cupertino
Técnica – Sérgio Melo
Bilhética – Buzico (Duarte Nuno Vasconcellos)
Produção – FC Produções Teatrais

próxima sessão | 2013.05.28

na próxima terça-feira, dia 28, pelas 20h30 o CLeVA passará à sua versão 3.2 (cleva 3.0 + lea).
novidades sobre um CLeVA 4.0 só depois do verão.

eis o tema das leituras da próxima sessão:

leituras em grupo e com o máximo de 4 minutos de duração

chegado o mês de maio...



antes do ensaio ainda houve tempo para um bocadinho de O leitor de Bernhard Schlink