A partir de Outubro de 2017, ao entrar no seu 8º ano de existência, o Clube de Leitura em Voz Alta passou a Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.

Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.

Hoje

hoje foi a última sessão antes das férias

período antes da "ordem do dia"

em grupos, apresentámos várias propostas para um poema de Alexandre O´Neill

          JÁ

    já     não é hoje ?
            não é aquioje?

    já      foi ontem?
            será amanhã?

    já    quandonde foi?
           quandonde será?

           eu queria um jàzinho que fosse
           aquijá
           tuoje aquijá.

a Antónia foi à descoberta de Diderot e leu-nos um excerto de "A religiosa"


e as leituras subordinadas ao tema do dia:


a Cristina leu a "Ode ao dia feliz" de Pablo Neruda

Esta vez deixai-me
ser feliz,
não se passou nada com ninguém,
não estou em parte alguma,
sucede unicamente
que sou feliz
pelos quatro costados
do coração, andando
dormindo ou escrevendo.
Que vou fazer, sou
feliz,
sou mais inumerável
do que as ervas
nos prados,
sinto a pele como uma árvore rugosa
e a água em baixo,
os pássaros em cima,
o mar como um anel
na minha cinta,
feita de pão e de pedras a terra,
o ar canta como uma guitarra.

Tu, a meu lado sobre a areia,
és areia,
tu cantas e és canto,
o mundo
é hoje a minha alma
canto e areia,
o mundo
é hoje a tua boca,
deixai-me
na tua boca e no areal
ser feliz,
ser feliz porque sim, porque respiro
e tu respiras,
ser feliz porque toco
o teu joelho
e é como se tocasse
a pele azul do céu
e o seu frescor.

Hoje deixai-me
a mim só
ser feliz,
com todos ou sem todos,
ser feliz
com as ervas
e a areia,
ser feliz,
contigo, com a tua boca,
ser feliz.

de Antologia
tradução de José Bento
Ed. Relógio D' Água


a Graciete leu "Intermezzo" de António Gedeão

Hoje não posso ver ninguém:
Sofro pela Humanidade
Não é por ti.
Nem por ti.
Nem por ti.
Nem por ninguém.
É por alguém.
Alguém que não é ninguém
mas que é toda a Humanidade.


e também "Hoje vim para a rua..." de José Gomes Ferreira

Hoje vim para a rua
de cabeça levantada
- desdém de frutos mordidos.

Eu, o príncipe dos dias lúcidos
que dei os olhos ao sol
para de lá ver melhor o mundo
- onde os corações dos presos nos subterrâneos
tecem a luz própria da Terra
com o sexo das pedras e da lama.

de Poeta Militante (2º Volume)
Ed. Moraes Editores


a Cristina veio com a Natalina e leram "O valor do vento" de Ruy Belo

Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto









o João leu-nos algumas citações  de Agostinho da Silva

História
O que nos interessa sobretudo na História seria dar conteúdo actual, ou melhor, conteúdo eterno ao que acaba por aparecer como um empoeirado, como um arqueológico episódio do passado.
As Aproximações

A História vai ser simples quando for entendida; o homem vai ser humilde quando entender a História; quando ela, para ser entendida, se tiver feito geometria.
As Aproximações

Historiador
O bom historiador escreve do passado, criticando o presente e projectando o futuro. Toda a História que vale é do futuro.


o Fernando leu "Estação" de Mário Cesariny


a Ana Maria leu um excerto de "Mr. Finney e o mundo de pernas para o ar" de Laurentien Van Oranje & Sieb Posthuma


a Cíntia leu "O primeiro dia" de Sérgio Godinho


a Alexandra e a Mila leram excertos de "O dia da criação" de Vinícius de Moraes


a Rosa leu algumas frases de Chico Xavier


o António leu "Uma vida de cão" de Alexandre O'Neill

Não
não é a poesia caixa de música
ou a poesia piolho místico enterrado no sebo destes dias
ou qualquer outra
que podem dissolver a tua alma
tão problemática
no vinho da beatitude

Ah
o «mistério» da poesia a poesia
técnica da confusão
a capelista poética e os primeiros fregueses
ainda a medo ainda receosos
de te pedirem a Dor em alfinetes que não tenhas
logo ali à mão

E quando dizes «Poesia» eu tenho nojo
aquele nojo violento que me dá
o olhar furtivo a atenção desatenta
dos que se demoram nos lavabos nas salas dos cinemas
de mãos distraídas procurando
a solução da noite

Instalaram-se em ti
a mesma contracção suspeita
a mesma hipocrisia o mesmo sobressalto
a mesma curva obscena
que o olhar descreve
goza
e disfarça

Quando dizes «Poesia» dizes medo
dizes família tradição classe
e a vida de cão que te esperava
e que é hoje a tua vida a tua «transcendente» vida de cão

•••

Ensinaram-te palavras que pareciam
prontas a derrotar quem as ouvisse
ensinaram-te gestos para elas
e a tal ponto te humilharam
que te puseram de pé
limpo
inteligente
e aprumado

Pronto a seguir
seguiste
e agora estás aqui
estás aqui pois claro
angustiado e iludido
mas deliciado

•••

Até aos últimos arcanos
cafés e leitarias
seguiste André Breton
ou a sombra dele
e a aventura mental que procurava
um sinal exterior
um estilhaço vivo do acaso
a Nadja lisboeta que salvasse
ou a noite ou a vida
acabou em “bons” poemas “maus” poemas
em palavras e palavras

E coberto de palavras enterrado
numa terra de murmúrios de gemidos
teu coração já nada faz mover
senão moinhos de palavras
e “a dor é grande” dizes tu
“mas sublime”

•••

Mas não sou eu que te lamento
Os teus mitos esperam-te
já impacientes

Agora põe-te a andar
agora passa por cá daqui a uns anos

Talvez me encontres
talvez possa fazer qualquer coisa por ti
qualquer coisa simples
quase inútil
quase ridícula
oferecer-te uma sílaba
um conselho

um cigarro



a Helena leu "Todas as cartas de amor são..." de Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se ha amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as creaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memorias
D´essas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdruxulas,
Como os sentimentos esdruxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

21-10-1935 






e para terminar provámos mais uma vez que ler em voz alta não engorda

hoje, de longe


Entardecer no Centro de Interpretação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, com poesia e música

Novo desafio:
 No próximo dia 19 de julho, sexta-feira, a Reserva Natural do Estuário do Tejo vai comemorar o seu 37º aniversário. A nossa Helena propôs ao CLeVA irmos ler poesia subordinada ao tema "O estuário do Tejo e a conservação da natureza". As leituras acontecerão no Centro de Interpretação da Reserva, ao pôr-do-sol entre as 20h00 e as 22h00. 

Aqui o programa completo das comemorações

Alvorada



Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido
como aqueles que julgámos passar sem tê-los vivido,
aqueles que passámos com um livro preferido.
in O prazer da Leitura de Marcel Proust

Leituras:

Fernando e Cristina leram um excerto de Coca-Cola Killer de António Vitorino de Almeida

(...)A madrugada começava a azular as copas do arvoredo e a recortar com progressiva nitidez as silhuetas do casario, quando cheguei ao Campo Grande, sempre na vã expectativa de apanhar um taxi desgarrado que me conduzisse às Janelas Verdes, ao conforto repousante do lar, ao leito conjugal, onde Patrícia Flávia , não obstante a resistência granítica do seu sono quando tomava uns comprimidos suíços, talvez já principiasse a ficar inquieta com a duração excessiva da minha ausência. (...)
As ruas estavam desertas, em conformidade com a hora matutina, mas fui surpreendido pela súbita aparição de uma longa coluna militar motorizada que aguardava a luz verde de um semáforo para avançar pela Av. da Républica, com todo o seu arsenal de jeeps e blindados.
Dirigi-me ao veículo mais próximo e perguntei, delicadamente:
- Temos uma paradazinha, não?
Os soldados sorriram-me, prazenteiros, amabilíssimos , e um oficial respondeu-me:
- Mais ou menos, amigo, mais ou menos...
Nessa altura, houve um outro oficial que se apeou do seu jeep e veio perguntar com certa ironia, ainda que sempre cordialmente, aos companheiros da frente:
- Ó camaradas! Pode saber-se do que é que a gente está aqui à espera?...
Ao que um soldado motorista respondeu:
- Saiba o meu capitão que se a gente não parar nos sinais vermelhos nos arriscamos a ter acidentes...
O capitão soltou uma gargalhada jovial e retorquiu:
- Mas que revolução vem a ser esta que fica parada nos sinais vermelhos?
E novamente o soldado:
- O meu capitão desculpe , mas ...como é que as pessoas sabem que isto é uma revolução?
Pergunta pertinente : eu, por exemplo, nunca poderia imaginar que aquele alegre desfile de militares risonhos incubava o vírus rebelde de uma revolução- e o meu primeiro movimento de curiosidade foi saber contra quem e contra quê se processaria essa insurreição...
O oficial que em primeiro lugar falara comigo esclareceu-me em poucas palavras:
- Estamos aqui para restaurar a democracia.
- Contra o Caetano, portanto?
Os soldados entreolharam-se durante alguns momentos, até que um deles se decidiu a falar, timidamente:
- O amigo tem que compreender que a gente, em princípio, não é contra ninguém em especial, mas sim pela democracia. Quem for pela democracia , é por nós!
Lembro-me de ter olhado o cano da G-3, casualmente apontado na minha direcção, e de ter pensado de mim para mim que, não obstante o aspecto paradoxalmente pacífico e bem disposto daqueles soldados, uma arma era sempre uma arma- pelo que me apressei a declarar:
- Então eu sou por vós, porque também sempre pugnei pela democracia, desde criança! Podem não acreditar, mas é verdade: desde menino!
A luz verde do semáforo já abria passagem à caravana revolucionária e preparava-me para me despedir quando um outro oficial me perguntou:
- O amigo quer que a gente o leve a algum lado?
Hesitei, pouco afeito a viajar em blindados, livre que ficara do serviço militar por via do pé chato e das recomendações amigas de um coronel, a quem não passara despercebido o meu profundo horror ao belicismo. Contudo, era um convite tentador: àquela hora , onde é que eu ia arranjar um taxi?...
-Eu não sei se fica em caminho- redargui, atenciosamente.- A minha casa é nas Janelas verdes...
O oficial fixou-me por instantes e depois cochichou alguma coisa ao ouvido de um colega, numa pausa que não poderia deixar de me inquietar , pois isto de revolucionários é uma fauna esquisita: uma pequena suspeita e vai de encostar um cidadão à parede, feito passador...
Por fim, aquele a quem o soldado motorista tratara por capitão dirigiu-se a mim , muito correctamente, aliás, e dissipou-me o vago pânico que ameaçava assaltar-me:
- A gente quer ir para o Largo do Carmo, mas não conhecemos bem o caminho por causa de umas obras que andam aí a fazer...Se o amigo , já que é um democrata, fizesse o favor de nos acompanhar , indicando-nos as ruas, nós depois até mandávamos um jeep conduzi-lo a casa.
- Mas com todo o prazer! - exclamei aliviado.- E nem é preciso levarem-me a casa, incomodarem-se , interromperem o vosso trabalho: do Carmo às janelas Verdes é um saltinho que se faz bem a pé! (...)


António, Adília e Anabela leram um excerto de Hoje preferia não me ter encontrado de Herta Müller


João Morais leu "Insónia" de Mia Couto de Tradutor de chuvas


António Soares leu "Adiamento" de Álvaro de Campos


a Antónia leu-nos uma brincadeira de sua autoria

Queria ler-vos qualquer coisa
Com a palavra Alvorada
Por mais que pense e repense
Não me ocorre mesmo nada
Sei que toca a Alvorada
Pra tropa se levantar
Mas para além disso mais nada
Eu tenho para vos falar
Vou acabar o recado
Com esta leitura tosca
Pois lá diz o ditado
Que em boca fechada
Não entra mosca


Helena Pinto leu "Realidade" de Florbela Espanca

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho.

Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada,
E  a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho.

Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci…

Tens sido vida fora o meu desejo,
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei, se te perdi…


Ana Brandão leu "Alvorada" de Délcio Luiz


Vitória leu "Amar" de Florbela Espanca


Foi também a brincar que a Graciete, a Fernanda,  a Helena e a Cristina abordaram o tema

Após muito refletirmos sobre este tema, e não querendo de modo algum entrar em “alcovas diversificadas” optamos por escolher um trilho pouco usual, por isso, vamos iniciar esta sessão dando relevo aos diferentes significados deste vocábulo:
1. Crepúsculo matutino;
2. antemanhã,
3. madrugada.
4. Canto das aves, ao nascer do dia.
5. Toque de cornetas, clarins e tambores, dado nos quartéis, ao amanhecer.
6. Qualquer toque de música que se faz de madrugada;
7. matinada.
8. Sentido figurado: Juventude, mocidade: na alvorada da existência.

Se atentarmos nos seus sinónimos : alva, alvor, antemanhã, aurora, dilúculo ( do latim diluculum, o romper do dia) e madrugada, constatamos que eles nos conduzem à ideia de cama, pecado, sacrifício ou prazer…ou religião . A propósito vamos ler-vos uma passagem de um dos exemplos:

O Ramadão é um mês para o jejum, à família e ao recolhimento, no qual os crentes se abstêm de comer, beber, fumar e manter relações sexuais desde a alvorada até o pôr do sol. Para as tradições muçulmanas, o Ramadão ocorre no nono mês do calendário - mês no qual o profeta Maomé recebeu a revelação do Corão. Folha de São Paulo, 21/08/2009
Milhões de muçulmanos do mundo árabe celebram neste domingo a festa de Eid ul Fitr, que encerram o mês de jejum do Ramadão, com roupas novas, visitas a parentes e até casamentos, depois de um mês sem comer, beber e fazer sexo entre a alvorada e o pôr-do-sol. Folha de São Paulo, 20/09/2009

Que outras informações poderemos oferecer-vos sobre a palavra?

Possui 8 letras
Possui as vogais: a o
Possui as consoantes: d l r v
A palavra Alvorada escrita ao contrário lê-se: adarovla podem-se obter outros anagramas: alarvado, alvarado, alvardão, ladravão, aldravão, lavadora e valadora. Mais, quereis construir um poema com palavras que rimam, pois aqui tendes: pontoada, quebrada, namorada, estopada, queimada, retirada, ferroada, prateada, estalada, fumarada, almofada, camarada, bofetada, trovoada, estacada, estirada, passada,lavrada e por aí fora. Basta brincar com a sílaba final.

No entanto, Alvorada não se limita a este jogo de palavras. Não! Alvorada dá o nome a muitas coisas.

Sabiam que existem:
uma editora que publicou long plays de Amália Rodrigues e de João Villaret?
uma rádio Fm 94.3?
hotéis?
cidades?
uma residência oficial do Presidente da República brasileiro que se chama Palácio da Alvorada?

E passamos agora, a uma canção brasileira!


a Mila trouxe-nos um autor, até agora para si desconhecido

Leu-nos dois excertos de Os Gatos de Fialho de Almeida
eis um deles:

MEUS SENHORES, AQUI ESTÃO OS GATOS!

Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, e fez o crítico à semelhança do gato.

Ao crítico deu ele, como ao gato, a graça ondulosa e o assopro, o ronrom e a garra, a língua espinhosa e a câlinerie. Fê-lo nervoso e ágil, reflectido e preguiçoso; artista até ao requinte, sarcasta até à tortura, e para os amigos bom rapaz, desconfiado para os indiferentes, e terrível com agressores e adversários. Um pouco lambeiro talvez perante as coisas belas, e um quase nada céptico perante as coisas consagradas; achando a quase todos os deuses pés de barro, ventre de jibóia a quase todos os homens, e a quase todos os tribunais, portas travessas. Amigo de fazer jongleries com a primeirra bola de papel que alguém lhe atire, ou seja um poema, ou seja um tratado, ou seja um código. Paciente em aguardar, manso e pagado, com um ar de mistério, horas e horas, a surtida de um rato pelos interstícios de um tapume, e pelando-se, uma vez caçada a presa, por fazer da agonia dela uma distracção; ora enrolando-a como um cigarro, entre as patinhas de veludo; ora fingindo que lhe concede a liberdade, atirando-a ao ar, recebendo-a entre os dentes, roçando-se por ela e moendo-a, até a deixar num picado ou num frangalho.

Desde que o nosso tempo englobou os homens em três categorias de brutos, o burro, o cão e o gato – isto é, o animal de trabalho, o animal de ataque, e o animal de humor e fantasia – porque não escolheremos nós o travesti do último? É o que se quadra mais no nosso tipo, e aquele que melhor nos livrará da escravidão do asno, e das dentadas famintas do cachorro.

Razão porque nos acharás aqui, leitor, miando pouco, arranhando sempre, e não temendo nunca.”

Prefácio de Os Gatos


e ao fechar do pano ainda lemos isto e isto

sinfonia da alvorada

esta semana não sou eu que vos leio, mas a "sinfonia da alvorada", que comemora a construção da cidade de Brasília, merece ser ouvida na versão original. ficam aqui dois excertos: poesia: vinicius de morais música: tom jobim