A partir de Outubro de 2017, ao entrar no seu 8º ano de existência, o Clube de Leitura em Voz Alta passou a Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.

Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.

Noite de Poesia no Pelourinho

















3 comentários:

  1. Fomos lindos, não fomos??:o)
    Acho que correu bem e foi divertido...os meus amigos adoraram a Pedra e o Vinho.
    Beijos, beijos:o)

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  2. Foi muito giro e vocês estiveram fantásticos.
    Fico mesmo babada.
    Beijos para todos
    Cristina

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  3. Aqui fica a versão do "Cântico Tinto", que o João ofereceu, como um brinde ao Augusto, o grande dinamizador deste recital. A que encontrei tem assinatura de JM Matos Vila, mas não posso garantir qual a fonte original.

    "Não bebas vinho" - dizem-me alguns com olhos abstémios,
    Retirando-me os copos, e seguros
    De que seria bom que eu os ouvisse
    Quando me dizem: "não bebas vinho"!

    Eu olho-os com olhos bêbados,
    (Há nos meus olhos ironia e mágoa)
    E enxugo mais um copo,
    E nunca bebo água.

    A minha glória é esta:
    Sem a botija cheia,
    Não acompanhar ninguém!
    - Que eu bebo vinho com o mesmo à vontade
    Com que um menino chupa o leite a sua mãe.

    Não,não vou por aí!
    Só vou por onde
    Haja tascas no caminho...
    Se quando a conta vem meu bolso é que responde,

    Porque me repetis:"Não bebas vinho"?
    Prefiro ir esbarrar nos guardas sonolentos
    Sentir que sou levado pelos ventos,
    Redemoinhar em volta dos postes macilentos,
    A não beber vinho...

    Se vim ao mundo, foi
    Só para esvaziar canecas cheias,
    E para lavar os pés tenho a água reservada
    O mais que faço não vale nada.

    Como, pois, sereis vós
    Que me fareis discursos, rogos e promessas
    Querendo entre mim e os copos pôr obstáculos?...
    Corre, nas vossas veias, sangue velho e capilé
    E vós amais o que não tem sabor!

    Eu amo o Aveleda, o Colares, o Cartaxo,
    Só no verde e no tinto ponho fé
    Só ao branco e ao maduro tenho amor
    Ide, tendes laranjadas,
    Tendes sumos, tendes cocas,
    Tendes Vidago, Pedras Salgadas
    E outras águas " boas " gabadas pelos sábios...

    -Eu tenho a minha alegre bebedeira!
    Levanto-a como um facho ou uma bandeira,
    E sinto espuma,e vinho, e cânticos nos lábios...
    O Copo e a Garrafa é que me guiam, mais ninguém.

    Todos tiveram pai todos tiveram mãe
    Mas eu, a quem beber jamais estafa
    Nasci do amor que há entre o copo e a garrafa.

    Ah, que ninguém me dê água de Luso em garrafões!
    Ninguém me ofereça pingos ou galões
    Ninguém me diga:"Não bebas vinho"!

    A minha vida é uma rolha que saltou
    É uma garrafa que se esvaziou,
    É um copinho a mais que me animou..

    Não sei por onde vou
    Não sei para onde vou,
    Sem vinho é que não vou!

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