A partir de Outubro de 2017, ao entrar no seu 8º ano de existência, o Clube de Leitura em Voz Alta passou a Coro de Leitura em Voz Alta. Continua a ter uma periodicidade quinzenal e a acontecer na Biblioteca de Alcochete.

Os objectivos continuam a ser os mesmos; promover o prazer da leitura partilhada; a forma passou a ser outra.

2011.09.27 - Futuro





Apenas três semanas depois do último CLeVA e já estávamos todos com saudades do futuro.

Desta vez a ampulheta só tinha areia para um minuto. O exercício era procurar as técnicas que nos permitissem dizer-o-que-temos-para-dizer num curto espaço de tempo sem darmos a sensação de estarmos numa corrida desenfreada a correr contra o tempo.

Paulo Machado

de Miguel Torga, Diário de 26/04/1968 de Diário XI


Helena Policarpo

de Gonçalo M. Tavares, Estrofe 43 do Canto II de Viagem à Índia
FUTURO

O futuro vem aí como o pastor que guarda o
seu rebanho lento, isto é : não vem,
atrasa-se, gera impaciência nas coisas que existem.

Certos acontecimentos, é certo, podem aumentar
dois ou três andares á vida. Mas nada de mais.

Toda a matéria tem futuro,
e mesmo a memória particular é, neste particular-particular,
matéria a ter em conta. A memória tem futuro,
eis uma ideia nada pessimista.


João Morais

de sua autoria, Futuro
FUTURO

É a diferença entre o que ansiamos e a realidade,
entre um amanhã risonho e um hoje de verdade.
Futuro é a troca do certo do presente, pelo incerto do amanhã,
Um câmbio de certeza por uma confiança vã.

O futuro é o refúgio dos optimistas,
e é o asilo dos profetas da desgraça.
Futuro é algo que não dominamos
mas, que mesmo assim, achamos.

É sempre no futuro, que projectamos
Que se encontra quem verdadeiramente amamos.
Futuro é enfim,
a esperança de um amanhã melhor.

25 de Setembro de 2011

António Soares

de sua autoria, A história universal em 55 segundos

A história universal em 55 segundos

Passado
Presente
Futuro
Três tempos de um verbo
de um tempo sem tempo.

No princípio era o verbo.
Sempre presente no passado
Sempre num lugar cimeiro,
Até chegar ao presente,
Sempre presente.

O futuro ao ser humano pertence.
Um novo verbo virá para ficar.
Ou então não haverá futuro.

(27/09/2011)

Cecília

de Johnny de'Carli, excerto de Reiki Universal

Vitória

Testamento de Francisco José Viegas de Metade da Vida

Ana Rita

? de Florbela Espanca de Sonetos
?

Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?

Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?

Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?

Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar?

Fernando
de Haruki Murakami, excerto de Dança, dança, dança
- E nesse caso, o que devo fazer? - voltei eu à carga.
- Dançar - respondeu o homem-carneiro. Enquanto houver música, deves continuar sempre a dançar. Compreendes o que te estou a dizer? Dançar, continuar sempre a dançar. Não perguntes porquê. Não te ponhas a pensar no sentido das coisas. O significado pouco ou nada importa. Se começares a pensar nisso, os teus pés ficam bloqueados. E, uma vez parado, deixarei de te poder ajudar. A ligação entre nós deixará de existir. Para sempre. E a ti, só te restará viver unicamente neste mundo. Serás progressivamente sugado para dentro dele. Por isso, nunca deixes de mover os pés. Continua sempre a dançar, dê lá por onde der. Mesmo que te pareça uma perfeita estupidez, não penses duas vezes. Continua sempre a fazer os passos, um após outro. E tudo o que estava endurecido e bloqueado, aos poucos começará a perder a rigidez. Para certas coisas ainda não é demasiado tarde. Utiliza todos os meios ao teu alcance. Dá o teu melhor. Não há que ter medo. Bem sei que estás cansado. Cansado e com medo. Acontece aos melhores, não sei se estás a ver? Toda a gente passa por isso, por esses momentos em que tudo parece perdido. Agora vê lá, não deixes que os teus pés fiquem parados.

Daniel


de Anita Wadley, Só a brincar
Só a Brincar

Quando me virem a montar blocos
A construir casas, prédios, cidades
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender sobre o equilíbrio e as formas
Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar
A fazer comidinha, a cuidar das bonecas
Não pensem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a cuidar de mim e dos outros
Um dia, posso vir a ser mãe ou pai.

Quando me virem coberto de tinta
Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a expressar-me e a criar
Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado
A ler para uma plateia imaginária
Não riam e achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a comunicar e a interpretar
Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem à procura de insectos no mato
Ou a encher os meus bolsos com bugigangas
Não achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a prestar atenção e a explorar
Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle
Ou nalgum jogo da escola
Não pensem que perco tempo a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a resolver problemas e a concentrar-me
Um dia posso vir a ser empresário.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida
Não achem, porque estou a gostar, que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a seguir as instruções e a descobrir as diferenças
Um dia, posso vir a ser Chef.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender como funciona o meu corpo
Um dia posso vir a ser médico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola
E eu disser que brinquei
Não me entendam mal
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a trabalhar com prazer e eficiência
Estou a preparar-me para o futuro
Hoje, sou criança e o meu trabalho é brincar.

Paulo Correia

de António Gedeão, Enquanto de Obra Poética
Enquanto

Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
e um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
para ver como é;
enquanto o sangue gorgolejar das artérias abertas
e correr pelos interstícios das pedras,
pressuroso e vivo como vermelhas minhocas despertas;
enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
órfãs de pais e de mães,
andarem acossadas pelas ruas
como matilhas de cães;
enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
num silêncio de espanto
rasgado pelo grito da sereia estridente;
enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
amassando na mesma lama de extermínio
os ossos dos homens e as traves das suas casas;
enquanto tudo isto acontecer, e o mais que se não diz por ser verdade, enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,
o poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:
ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA.

Carmen

de sua autoria, Literalmente palavras, Futuro, um vislumbre de Revista Nok

LITERALMENTE PALAVRAS

Por Renata Oblié

Futuro, um vislumbre

"Em física, chama-se “sistema” um fragmento concreto da realidade que foi separada para estudo."

In Wikipédia, a enciclopédia livre


Se considerarmos o passado, o presente e o futuro como um sistema, separados da
linha temporal que os define, e os observarmos à lupa, permitimos que cada um deles
tome uma dimensão e um reconhecimento em que as vivências, os valores e os ideais
ganhem vida e sejam interpretados consoante a visão de cada indivíduo.

Sendo o passado o fragmento de uma realidade outrora existente, onde se podem ir
buscar as memórias de um tempo que foi, ou as datas mais significativas das origens do
homem e do mundo; é o futuro a alienação do presente, como uma mera probabilidade à
qual não se podem associar figuras e ou imagens? Então, as questões que envolvem o
futuro dum país, do ambiente, da sociedade, da certeza de um ter, ou a incerteza de não
existir, não passam de ocupações de tempo antecipado que perturbam mentes e
mentalidades travando o aperfeiçoamento e o gozo da realidade presente.

Ainda, em mecânica quântica a figura do futuro é inexistente, uma vez que a teoria actua
de forma atemporal.

Que teoria é esta e como identificá-la a um depois?

Divagando um pouco, imagine-se alguém que nos fala sobre este tema, esta teoria, dos
sistemas físicos, das moléculas e átomos, dos electrões e de protões (energia metafísica
que somos?). Algures no nosso percurso pessoal, contactámos com estes tópicos,
frequentámos uma disciplina que se focava (e ainda se foca) nestes temas. A não ser
que se seja louco o suficiente para a compreender e analisar, como leigos, e
desvalorizando a complicação para o seu entendimento, se pode única e simplesmente
considerar uma área de interesse e a sua importância maior ou menor dependendo do
sujeito. Basta isso.

Já o futuro é um pouco como esta conjectura física, relevante e válida, mas em que a
sua dimensão é próxima de algo que não se vê, sente ou cheira. Ambígua, por assim
dizer.

Não sendo palpável, porque se permite que nos tire o sono ou nos dê insegurança?

Diariamente, somos bombardeados com uma panóplia de informações que nos
desagradam e escurecem a realidade, inquietando face ao amanhã. Talvez por isso não
nos consigamos abstrair e alhear das preocupações, muitas delas que não
compreendemos, mas ainda assim suficientemente fortes para nos afastar da exultação
que é agir no agora.

É o momento ideal para nos focarmos no presente, para o aceitar sem tão pouco
possibilitarmos a submissão dos valores que cada um tem, fortalecendo a mente e o
físico, projectando e inovando, opinando e colaborando para o desenvolvimento do que
nos rodeia.

Futuro é uma palavra em construção, assente sobre pilares passados e edificada pelos
instantes presentes. Cada um é o obreiro do seu futuro.

Paula

de Fernando Savater, Sobre o passado fantástico e o futuro impossível, excerto de Sobre Viver

Delfina

de Crianças dos 6 aos 9 anos, Frases soltas

Virgínia

de Miguel Torga, Não passarão de Os poemas da minha vida (Urbano Tavares Rodrigues)
Não passarão!

Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!

Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.

Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.

Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!

Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!

Rosa

de Uberto Rhodes, Imortalidade D'Alma
A IMORTALIDADE D’ALMA…

CONHECE-TE A TI PRÓPRIO E SERÁS IMORTAL ...

“Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates.
A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia. Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente. Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte.
O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.
Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por que? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.
CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos
ALMA,
LUZ,
DIVINOS,
ETERNOS...

Vasco

de Al Berto, Este Não-Futuro que a gente vive de entrevista à Revista Ler (1989)
Este Não-Futuro que a Gente Vive

Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (...) Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça. Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores. Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. A memória. (...) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes. Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada… De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros.

Cristina


de Manoel de Barros, Exercícios de ser criança de Compêndio para uso dos pássaros, Poesia Reunida (1937-2004)
Exercícios de ser criança

No aeroporto o menino perguntou:
- E se o avião tropicar num passarinho?
O pai ficou torto e não respondeu.
O menino perguntou de novo:
- E se o avião tropicar num passarinho triste?
A mãe teve ternuras e pensou:
Será que os absurdos não são as maiores virtudes
da poesia?
Será que os despropósitos não são mais carregados
de poesia do que o bom senso?
Ao sair do sufoco o pai refletiu:
Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com
as crianças.
E ficou sendo.

E com base na frase feita de que "o futuro é das crianças", continuou...
"A criança está disponível para a poesia. Ao ponto de poema. A criança ainda não sabe o comportamento das coisas. E pode inventar. Pode botar aflição nas pedras e assim por diante. As crianças não sabem que pedra não tem aflição ou se os peixes dão flor".

Manoel de Barros


A rua é das crianças

Ninguém sabe andar na rua como as crianças. Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais. Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua. Vão com o vento. Não vão a nenhum sítio determinado, não se defendem dos olhares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva. Abrem-se à aragem. Não projectam sobre as pedras, sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm. Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão muito mais longe. E nem sequer sabem que são a alegria de quem as vê passar e desaparecer.

Ruy Belo de Homem de Palavra[s] (1970)
E a proposta final da noite foi: entre rebuçados e chupa-chupas, com o cheiro doce da infância, dar a conhecer alguns dos poemas mais belos feitos por crianças retirados do Cancioneiro Infanto-Juvenil.



O Cancioneiro Infanto-Juvenil Para a Língua Portuguesa é uma iniciativa do Instituto Piaget que pretende estimular a criatividade poética entre as crianças e os jovens de todos os países de língua portuguesa. Em simultâneo, o Cancioneiro Infanto-Juvenil tem como objectivo reintroduzir a dimensão poética no sistema educativo e cultural.

Ao longo da sua existência o projecto conta já com 13 mil participantes. Desde a primeira edição, há cerca de 20 anos, o projecto tem construído um valioso percurso de descoberta da linguagem poética, culminando na publicação dos melhores trabalhos apresentados a concurso.

A sala ficou a cheirar a açúcar!

Silêncio
É o barulho
Baixinho!...
Sara Peixoto - 3 anos

Um livro tem palavras que fazem sonhos.
Joana Cruz – 3 anos

Estou com tosse.
Engoli frio um dia.
Inês Fernandes - 4 anos
O amor é o dobro.
João Cassola - 5 anos

Ser poeta é falar alto,
senão ninguém nos ouve.
Sara Palma - 4 anos

Se eu fosse leite bebia-me todo.
João Cardoso - 5 anos
Gosto de ti da lua até cá abaixo.
José Marinho - 5 anos

O amor é um comboio rápido
porque vem depressa.
Francisco dos Santos - 3 anos
A minha professora não pensa com o
cérebro pensa com a boca.
Rui Mendes - 6 anos
As minhas mãos abraçam o teu calor
Clara Vieira - 6 anos

1 comentário:

  1. adorei!
    ainda não "ouvi" tudo, mas até me apetece saltar para dentro do blog e ir buscar um chupa-chupa

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